FUZILADAS POR ENGANO: DIRETORA E PROFESSORA DE ESCOLA SÃO MORTAS POR BANDIDOS

G1 SP

A professora e a diretora de uma escola infantil que foram assassinadas durante um assalto na manhã desta segunda-feira (24) na Zona Leste de São Paulo teriam sido atacadas por engano, segundo aponta investigação da Polícia Militar. O carro em que elas estavam, e que foi atingido por ao menos 11 tiros, teria sido confundido com um veículo que fazia escolta para um dono de postos de combustíveis da região.

O veículo alvo do ataque, uma Tucson preta, pertencia a Jéssica Aparecida Lopes Frazão, de 31 anos, diretora de uma escola infantil da prefeitura que fica no Jardim Lapena. Três mulheres estavam na Tucson: Jéssica e a professora Marli Gomes de Lima Lana, de 42 anos, morreram. Uma cozinheira que estava sentada no banco do carona não foi atingida.

Segundo a Polícia Militar, elas estavam na região do Jardim Helena quando foram abordadas por homens armados que estariam em dois carros. O veículo da diretora tem pelo menos 11 marcas de tiros, dez nos vidros e uma na lataria.

Peritos buscam identificar impressões digitais nas portas. Segundo a polícia, o carro da diretora foi atacado em um assalto, mas o alvo dos criminosos era outro. A quadrilha queria o dinheiro de uma família dona de postos de combustíveis. Investigadores acreditam que os bandidos confundiram o carro da diretora com um dos veículos da escolta do dono do posto.

Uma câmera de segurança do entorno filmou o carro da diretora passando no momento em que o dono do posto saía com o veículo. Segundo a polícia, os criminosos estavam esperando pela saída do empresário em um outro carro preto.

Carro de professoras é atingido por tiros na Zona Leste de SP nesta segunda-feira (24). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Carro de professoras é atingido por tiros na Zona Leste de SP nesta segunda-feira (24). — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Poucos quarteirões acima do local, um outro carro da quadrilha fechou a passagem da diretora. Segundo a testemunha que sobreviveu, os assaltantes queriam o dinheiro do posto.

“Não perguntaram nada, já dispararam com o carro todo fechado. A testemunha nos contou que após disparar um dos criminosos abriu a porta e pediu o dinheiro do posto. Essa era a frase: ‘Cadê o dinheiro do posto?’. Eles teriam imaginado que o carro seria uma escolta ou estaria com o outro veículo do proprietário do posto”, afirma Gilbor Miter Júnior, delegado que está cuidando do caso.

Ao mesmo tempo, bandidos roubaram o dono do posto e levaram cerca de R$ 40 mil. Segundo a polícia, também foram encontradas cápsulas de fuzil no local.

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