Trocas de mensagens captadas pela Polícia Federal mostram que Joana Mourão e a mãe do Sicário, Denise, foram abordadas por integrantes da organização criminosa para que mantivessem o silêncio.
Por Redação g1.
Documentos de uma investigação preliminar da Polícia Federal enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgados nesta terça-feira (16) trazem trechos de mensagens trocadas entre Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário” — apontado como braço direito do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro e morto após ser preso em março —, e pessoas ligadas à família.
As conversas, interceptadas pela PF, revelam cobranças por ajuda financeira, negociações conduzidas por aliados dos Vorcaro e ameaças de exposição pública feitas por Joana. O ex-banqueiro está preso em Brasília.
Segundo a PF, as mensagens e outras movimentações identificadas durante a investigação levantaram a suspeita de repasse de recursos da organização criminosa à família do Sicário.
“Sicário” é um termo usado para designar um matador de aluguel. Luiz Phillipi é apontado pela polícia como um operador de perfil violento e ligado a fraudes financeiras.Em abril, Joana se encontra com Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”, braço direito de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro, no Rio de Janeiro. Antes do encontro presencial, Joana descreve a situação financeira da família como insustentável.
Em mensagens interceptadas pela PF, ela afirma que teria de pagar uma parcela de R$ 40 mil de um financiamento, além da prestação da casa onde mora. É nesse contexto que cobra ajuda de interlocutores ligados à família Vorcaro. Fonte G1.

