Coluna do Diego Lagedo:
A filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) já é dada como certa e o próprio mandatário confirmou que pode ser feita ainda nesta semana. Bolsonaro já teria avisado ao presidente nacional do PP e ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que teria feito a opção pela outra sigla, que tem maior tempo de televisão e deu maior liberdade para Bolsonaro montar as chapas para o Senado. Já o PP poderá indicar a vice de Bolsonaro em 2022 e continuará no bloco governista.
Correndo por fora desse bloco, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), que também é pré-candidato a governador, está caminhando para defender o campo da direita no ano que vem, tendo em vista que Raquel Lyra já se posicionou no centro. Nesse contexto, Miguel pode ser beneficiado com a filiação de Bolsonaro ao PL caso Anderson resolva se aliar a ele e fazer uma guinada à direita, pois o prefeito do Jaboatão agregaria muita força na Região Metropolitana do Recife. Para isso, contribui o fato de Fernando Bezerra Coelho (MDB) ser líder do Governo no Senado e de André Ferreira (PSC) ser vice-líder do Governo na Câmara. Interlocutores de Miguel argumentam que a direita é o caminho natural para ele, que já tem sua imagem fortemente associada à de Bolsonaro.
A filiação de Bolsonaro ao PL irá abrir um leque de possibilidades e o impacto que terá na construção das chapas de oposição em Pernambuco só deve se cristalizar no ano que vem. Mesmo assim, já é possível observar que o prefeito Anderson Ferreira será uma figura decisiva na próxima eleição e que a escolha partidária de Bolsonaro terá impacto o suficiente para mudar os rumos da oposição em Pernambuco. Por Pernambuco em pauta

