Desembargador pede vista e é insultado por advogado: ‘V. Excelência vá para a PQP! F(*)-se!’

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Tiago Jonas Aquino mandou desembargador Milton Vasques para ‘casa do caralho’, em julgamento

O advogado é citado apenas como Tiago, durante o julgamento, mas está identificado como Tiago Jonas Goncalves Tomaz de Aquino, no polo ativo da apelação de seu cliente Paulo Henrique de Andrade contra a MGS Minas Gerais Administração e Serviços S.A., que tramita sob número de processo 0011374-67.2015.5.03.0005.

O contexto do debate sobre depósitos recursais, através de dois agravos, era travado em meio a dificuldades de conexão por parte do advogado, que classificou como “tosca” a tecnologia do TRT de Minas. O desembargador Milton Vasques é relator dos agravos, e teve seu voto questionado pelo advogado em relação ao primeiro agravo, considerado prematuro pelo magistrado. Mas, no segundo agravo já havia determinado a liberação dos depósitos recursais.

Diante da dúvida da juíza Maria Cristina Caixeta sobre o desconhecimento ou não também do segundo agravo, a magistrada foi aconselhada da seguinte forma pelo desembargador Milton: “Doutora Maria Cristina, julgue o voto, e desconsidere a sustentação oral, que só tá fazendo confusão”.

O advogado iniciou sua interferência, pedindo a palavra “pela ordem”, alegando que sua sustentação havia sido citada, e sendo informado pelo desembargador Luís Felipe Lopes Boson que não estava com a palavra. Ele ainda tentou argumentar que sua sustentação estaria tão confusa quanto o voto do relator. E foi informado por Boson que não haveria espaço para direito de resposta naquele julgamento. “Aqui não é imprensa, não”, disse o desembargador.

Baixou o nível

Os xingamentos de baixo nível do advogado surgiram quando o desembargador Milton Vasques Thibau de Almeida informando sua decisão de pedir vista do processo para mudar o voto, ao reagir à crítica do advogado de que o voto do magistrado estaria tão confuso quanto sua sustentação oral.

Após o desembargador Milton pedir que os insultos constassem na transcrição da gravação do julgamento, o advogado completou os impropérios, alegando sua suposta condição social como motivo de uma suposta imposição de dificuldades por parte dos desembargadores.

“Vai pra puta que te pariu, senhor relator! Foda-se! Espero que essa [transcrição] esteja disponível, porque quando o eminente relator de outra turma falou uma coisa e saiu no acórdão outra, isso não saiu na transcrição, não, meus senhores. Vocês estão ferrando o advogado só porque ele é pobre. Olha onde ele mora: numa porra de um quitinete de meio metro quadrado. Pra ouvir isso aí? Poxa vida. Vossas excelências estão aí em berço de ouro, sejam mais conscientes, poxa!”, disse o advogado, silenciado na sequência por ordem do desembargador Boson.

Veja o momento em que aconteceu a confusão, no vídeo da sessão publicado no Youtube do TRT-3:

por- diariodopoder.

 

 

 

 

 

 

 

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