Decisão do Cremepe foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta (23) e é válida em todo o país. Cabe recurso. Ginecologista, investigado em dois estados, foi detido em SP.
Por G1 PE
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) decretou interdição cautelar total e impediu o médico José Adagmar Pereira de Moraes, preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes em Pernambuco e em São Paulo, de exercer a profissão.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) e cabe recurso, segundo o conselho. Por telefone, a defesa de José Adagmar informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.
De acordo com o Cremepe, a decisão foi tomada em uma sessão plenária extraordinária no dia 8 de outubro de 2020. A medida permite que a carteira profissional e a cédula de identidade de médico sejam apreendidas pela autarquia.
Em Pernambuco, José Adagmar responde a dois processos éticos-profissionais que teriam motivado a suspensão do exercício profissional. Os processos correm em sigilo, mas segundo o Cremepe, a interdição cautelar total ocorre como medida preventiva, para evitar que, “no desempenho de sua atividade, o referido profissional venha a ocasionar prejuízos à população”.
Segundo uma resolução do Conselho Federal de Medicina, a decisão de interdição cautelar tem abrangência nacional e deve ser comunicada aos estabelecimentos em que o médico exerce suas atividades.

