Juiz de Petrolina levanta sigilo da Operação RipStop e decisão revela que alvos como Sebastião Figueiroa estavam “grampeados” pelo Draco. Será que tem político interceptado?
GRUPO ECONÔMICO ALVO DA RIP STOP TAMBÉM FOI ALVO DA OPERAÇÃO CASA DE PAPEL, DA POLÍCIA FEDERAL
O juiz Gabriel Augusto Mario de Castro Pinto, da 1ª Vara Criminal de Petrolina liberou o acesso ao processo nº 0003482-49.2019.8.17.1130, pelo qual foi autorizada a Operação Rip Stop, do Draco, deflagrada, em Petrolina, no mesmo dia em que o juiz federal Cesar Arthur, da 13ª Vara Federal, autorizou a Operação Casa de Papel, da Polícia Federal, contra o mesmo grupo empresarial do ramo gráfico e de material escolar, comandado pelo empresário Sebastião Figueiroa, e contra as Prefeituras do Recife, do Cabo, de Jaboatão e de Paulista. Figueira é muito conhecido no ambiente político por fornecer material gráfico em campanhas e por conceder empréstimos, estes inclusive confessados por um dos alvos da Operação Casa de Papel, em pedido de liberação de bens apreendidos, formulado perante a 13ª Vara Federal.
A liberação do acesso ao processo e à decisão em si não trazem grandes novidades, pois a maior parte do que ali está exposto já havia sido revelado em entrevista coletiva da própria Polícia Civil. Talvez a única informação relevante seja a de que tanto Sebastião Figueiroa, quanto alvos a ele ligados estavam sob escuta telefônica, o famoso “grampo”, do Draco, desde o início do ano, o que deve deixar muitos dos que fizeram negócios com o empresário de “cabelos em pé”. Fonte- Blog da Noelia Brito.