Por Edmar Lyra:
O PT de Pernambuco tem dono. E ele se chama o senador Humberto Costa. Desde a fundação do partido que ele veio de São Paulo para comandar o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco ainda na década de oitenta, e já se passaram quase 40 anos onde Humberto mostra que é soberano no partido.
Ele disputou três vezes a prefeitura do Recife, 1988, 1992 e 2012, duas vezes o governo do estado, 2002 e 2006, e três vezes o Senado, 1998, 2010 e 2018, sendo vitorioso apenas nas duas últimas vezes, mas mesmo não sendo uma sumidade em termos eleitorais, ele é de longe a liderança que manda no PT de Pernambuco.
Ao longo dos anos, diversas lideranças do partido caíram no ostracismo, como João Paulo, Maurício Rands, Paulo Rubem Santiago, João da Costa, Fernando Ferro e tantos outros que foram sumindo da política ou deixando o partido, e Humberto seguiu soberano no comando do partido.
Em 2018 foi uma prova cabal que ele manda no partido em Pernambuco, quando foi o artífice da pré-candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco e depois entregou sua cabeça de bandeja ao PSB para garantir a reeleição para o Senado. Foi de longe um estrategista de fazer inveja a Nicolau Maquiavel, jogou como poucos e deu um xeque-mate com a garantia de mais oito anos no Senado.
No segundo mandato de senador, Humberto sonha acordado com a possibilidade de disputar novamente o Palácio do Campo das Princesas em 2022 pois não estará arriscando mandato e para isso considera que o melhor caminho é manter até onde der a aliança com o PSB, novamente retirando Marília Arraes de uma majoritária para valorizar seu capital político junto a socialistas e garantir espaços ainda maiores nas gestões do PSB. O reinado do senador no PT está longe de ter fim, ele vai atuar para novamente degolar Marília e entregar sua cabeça ao PSB, e depois vai fazer o mesmo com os socialistas quando a aliança não lhe for mais interessante.

