Carta dos professores contratados temporários da rede municipal de Petrolina para toda sociedade petrolinense

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Foto: Ilustração:

Ser professor é muito mais que exercer uma profissão, dar aulas, aplicar e corrigir provas. Ser professor é uma profissão que exige muito esforço, preparo, conhecimento, pesquisa, tempo e dedicação, mais ainda, que requer compromisso e comprometimento. Mas quando se é professor… ah, isso não é nada!
A sociedade reconhece isso!!!
Os professores contratados temporários da rede municipal de Petrolina são excelentes profissionais, mas a administração pública de Petrolina não reconhece isso.

Não é fácil sermos professores contratados temporários da rede municipal de Petrolina, sofremos desigualdade de tratamento, abalo psicológico, assédio moral, falta de respeito o tempo todo. Praticamente, de ano em ano, precisamos estudar para fazermos uma seleção simplificada para ser professor contratado temporário (mão de obra “barata”), o que nos provoca uma angústia muito grande. Passamos nesta seleção, temos que assinar um contrato com termos ridículos, Contrato unilateral – Contrato em que somente uma das partes contrai obrigação ou seja, nós professores, cumprimos com todas as obrigações dentro e fora da sala de aula e a administração pública de Petrolina não.

A prefeitura municipal de Petrolina prefere fazer concurso público para uma minoria de vagas, ou seja, temos tantas vagas na rede municipal que poderiam ser colocadas pessoas efetivas, mas não, preferem nos castigar, deixando a mercê de um contrato temporário. Por que a administração pública faz concurso com vagas e cadastro de reserva se convoca somente os aprovados nas vagas? Será que poderíamos chamar de “má fé” esta atitude? Temos dois concursos vigentes, cadê as convocações do cadastro de reserva?

A sociedade petrolinense tem conhecimento do sofrimento dos professores contratados temporários da rede municipal de Petrolina. Você que tem um filho, sabe o quanto é difícil educá-lo. Imagine um professor com mais de trinta alunos em sala de aula.

A sociedade petrolinense precisa conhecer os principais desafios do professor da educação pública:
Baixa remuneração, pouca articulação entre escola e família, excesso de alunos por turma, defasagem de aprendizado, ambientes violentos, falta de apoio pedagógico, formação em serviço deficitária, currículos e métodos ultrapassados, estrutura física inadequada e escassez de recursos pedagógicos.

O que nós professores contratados temporários da rede municipal de Petrolina queremos?
Respeito
Dignidade
Salário
Férias
Convocação nos concursos vigentes
Compartilhe esta carta em todas as redes sociais e meios de comunicação. (Texto WahtApp)

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