Os problemas urbanísticos se espalham por Petrolina e desafiam a fiscalização diariamente. Além de invasões de área pública , outdoors aparecem em diversos cantos da cidade sem qualquer controle e desagradam à população. As propagandas estão às margens de vias e no meio da cidade e em fachadas de prédios comerciais.
A reportagem do Blog @Língua percorreu diversos pontos do município e flagrou outdoors espalhados em terrenos públicos, em áreas não permitidas. As peças poluem a paisagem e aparecem até mesmo próximo de vias como a Estrada da tapera, levando em direção as ilhas e parque aquático. Na Estrada do Parque Industrial , também há muitas delas. No caminho para o aeroporto, mais propagandas podem ser vistas. Elas chegam a tomar os dois lados da pista, sustentadas por pilares no meio. Em áreas centrais, painéis aparecem nas fachadas de prédios e chamam a atenção pelo tamanho.
Moradora do bairro Jardim amazonas por duas décadas, Dona Josélia Silva , 54 anos, desabafa.“É uma questão de poluição visual. Realmente afeta o paisagismo da área , mas tem que ser proibido logo, assim que fazem a instalação. Não adianta deixar para depois. A gente tem visto as pessoas colocando e ninguém coíbe”, acredita.
Carlos César lamenta o fato de não ter visto, nos últimos tempos, uma ação de fiscalização rotineira na cidade para resolver problemas que não envolvam somente a instalação de propaganda. “Há um descontrole e, enquanto isso, os outdoors aparecem. Estão colocando uma Petrolina dentro da outra, a Petrolina feia e descuidada. Para nós, resta o saudosismo”, lamenta.
Para o administrador Aires Hypólito, 60 anos, morador da Cohab massangano, os painéis no caminho para o aeroporto chamam mais a atenção do que as placas de alerta aos motoristas e pedestres. “A sinalização é precária, enquanto a propaganda é grande, eletrônica e agride visualmente a paisagem”, define. Aires questiona por que as peças foram autorizadas. “Petrolina é uma cidade bonita, como foi permitido? Isso é uma poluição visual, altera a paisagem da cidade”, conclui.
Quem vai tomar posição quanto ao assunto? A prefeitura vai fiscalizar?
Por Cauby Fernandes

