
Os fatores que fazem crescer os olhos dos políticos em ministérios , acontecem por uma ordem interessante.Primeiramente disponibilidade de orçamento livre de condições, em segundo lugar possibilidade de indicação de cargos e, em terceiro lugar, visibilidade. Não basta ter um grande orçamento, é preciso ter um grande orçamento com facilidade e ligeireza de movimentos.
As indicações políticas ocorrem porque os políticos costumam construir carreiras profissionais longas e, em geral, têm uma dívida com as pessoas que o ajudaram a se eleger. E nesse caso, o político precisa pagar essa dívida em algum momento e a forma mais comum de pagamento na política é com cargos.
Trazendo para Pernambuco, quando Fernando Bezerra colocou na cabeça do presidente a ideia para recriar os Ministérios da Integração Nacional e os das Cidades, um plano audacioso já estava na sua mente. E agora, isso ficou mais claro. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ao que parece, não estão interessados em indicar os ministros das Cidades e da Integração Nacional, pastas que devem ser retomadas em breve.
Então, FBC, que de bobo nem o caminhar tem, vai brigar pelas pastas. O líder do governo e relator da MP, autor e articulador da recriação das pastas, está negociando com o governo pelos cargos, e já tem nomes listados para ocupar as pastas. Quem sabe até ele mesmo.
