Moro anuncia secretária de Justiça e critica asilo de Battisti no Brasil

0
41

A subprocuradora-geral da República Maria Hilda Marsiaj ocupará o cargo de secretária nacional de Justiça

Foto: Agencia Brasil

Por: Bernardo Bittar – Correio Braziliense

Publicado em: 17/12/2018 17:16 Atualizado em: 17/12/2018 17:28

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou a indicação da subprocuradora-geral da República Maria Hilda Marsiaj como secretária nacional de Justiça. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), espaço que tem sido usado pela equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). “Acabei convidando para esse cargo a Maria Hilda Marsiaj, que acabou aceitando e, infelizmente, pela situação da carreira, vai ter que ser afastada do Ministério Público. Mas ela se dispôs a fazê-lo. Uma pessoa absolutamente preparada”.

Além de anunciar a nova secretária nacional de Justiça, o Sérgio Moro comentou sobre a extradição do ativista italiano Cesare Battisti, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e sancionada pelo presidente Michel Temer. Questões de imigração estão vinculadas à pasta de Moro, que afirmou “os países têm que cooperar contra a criminalidade”. “O senhor Cesare Battisti foi condenado por homicídios na Itália, um país com o Judiciário forte e independente, e não cabe ao Brasil avaliar o mérito ou não da avaliação. O asilo que foi concedido a ele anos atrás teve motivações político partidárias. Em boa hora isso foi revisto”.

Em 2009, o Conselho Nacional de Refugiados (Conare) negou um pedido de refúgio do italiano. Mesmo assim, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu o status de refugiado a Battisti, alegando “fundado temor de perseguição por opinião política”. Em novembro daquele ano, o STF decidiu que o governo brasileiro poderia enviar Battisti de volta para a Itália, desde que o presidente da República concordasse. No entanto, no último dia de seu mandato, em 31 de dezembro de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um parecer que manteve o ativista no Brasil. Em junho do ano seguinte, ele foi solto.

Função política

Sob o guarda-chuvas de Sérgio Moro no Ministério da Justiça, está uma função política: orientar o presidente nas nomeações de tribunais federais e superiores. “A ideia é sempre buscar juízes independentes e íntegros, que tenham uma história consistente com a política nacional do governo. Magistrados mais duros contra o crime.

Questionado pelo Correio, o ministro negou ter informações sobre iniciativa do Congresso e do Judiciário de implementar uma mudança nas carreiras do Ministério Público e do Judiciário. Negou acordão para que procuradores e juízes tirem licença, assumam cargos públicos (como ministérios, por exemplo), e voltem às carreiras no fim do mandato. “Não conheço essa iniciativa, pode ser que ela existe mas não tenho nenhum papel nisso.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui