Sem ter onde morar e em busca de emprego, homem dorme no Aeroporto do Recife há sete anos

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A mala, doada por um passageiro anônimo durante uma das noites de sono no aeroporto, comporta tudo aquilo que ele considera suas “riquezas”. Sem ter onde morar, ele se habituou a carregar e viver com o mínimo possível: algumas peças de roupa, toalha e os documentos, pelos quais preza mais que qualquer pertence.

“Cheguei aqui num sábado de carnaval e passei uma semana no Centro da cidade, dormindo lá. Todo dia saía para procurar emprego, mas não conseguia nada. Quem sempre me ajudou foram as pessoas de bom coração”, afirma Seu Zeca.

Seu Zeca conta que decidiu viajar depois da morte de seus pais e da mudança de gestão na cidade onde morava. Antes ele trabalhava como vigilante na prefeitura. No currículo, ele acumula 25 anos de atuação na profissão. Entretanto, ele diz que a vaga que ocupava foi extinta.

Seu Zeca dorme no Aeroporto do Recife — Foto: Reprodução/TV GloboSeu Zeca dorme no Aeroporto do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Seu Zeca dorme no Aeroporto do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

“A casa da gente era de herdeiro e foi vendida, já não tinha o que fazer lá. Eu e mais 600 pessoas perdemos o emprego. É muito ruim, eu não sei nem o que dizer sobre a minha situação, mas é melhor que a que eu teria se ficasse em Itambé. Lá a cidade é pequena e, se aqui está sendo ruim, lá seria pior”, declara.

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