Entre os carros, estão dois Hondas, sendo um Fit e um Civic. Operação de 2016 aponta para concessão irregular de aposentadorias e prejuízo estimado em R$ 34 milhões.
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Carros foram apreendidos como desdobramento de operação que investiga concessão de aposentadorias irregularmente no Grande Recife — Foto: Polícia Federal/Divulgação
“A gente foi em Jaboatão, Recife e outras cidades apreender esses carros, que estavam em nome desses investigados. Futuramente, esses veículos serão penhorados para que o dinheiro possa ser revertido aos cofres públicos, já que o prejuízo total, só nessa concessão irregular de aposentadoria fraudulenta, de R$ 34 milhões”, afirma o chefe de comunicação da PF-PE, Giovani Santoro.
Segundo a PF, o esquema envolvia um vereador, que era integrante de um sindicato de trabalhadores rurais, e o gerente de uma agência do INSS. O nome dos alvos não foi divulgado.
As apreensões foram determinadas pela 13 ª Vara Federal de Pernambuco, após pedido do Ministério Público Federal (MPF) pela apreensão e alienação antecipada dos veículos dos denunciados na ação penal. Eles respondem, em liberdade, por crimes como estelionato contra o INSS, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
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Carro foi apreendido pela Polícia Federal depois de determinação da Justiça Federal de Pernambuco — Foto: Polícia Federal/Divulgação
A Operação Manager, desencadeada em setembro de 2016, descobriu um esquema de concessão irregular de benefícios previdenciários. A PF aponta que os benefícios eram concedidos através de documentos falsos providenciados por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo de Santo de Agostinho, no Grande Recife.
Segundo a Polícia Federal, após a concessão do benefício irregular, as pessoas eram “convidadas” a pegar empréstimos consignados, sendo que a maior parte do valor era repassado a integrantes da quadrilha. Os empréstimos eram feitos com auxílio de um correspondente bancário.
A PF afirma que, mensalmente, o prejuízo financeiro pela manutenção dos benefícios irregulares era de cerca de R$ 632 mil aos cofres públicos. O G1 tenta contato com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Cabo.
Fonte: G1 PE

