Policiais civis de Pernambuco são suspeitos de monitorar de forma irregular o secretário de Administração do Recife, Gustavo Monteiro, e o irmão dele, Eduardo Monteiro, que atua como assessor na Prefeitura.
O caso veio à tona após a divulgação de mensagens que indicam a instalação de um rastreador no veículo utilizado por Eduardo.
De acordo com as informações, o suposto monitoramento fazia parte de uma ação denominada “nova missão”, na qual dados teriam sido compartilhados em um grupo formado por agentes e delegados da Polícia Civil. As mensagens levantaram suspeitas sobre o uso indevido de recursos policiais sem respaldo legal.
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) informou que recebeu uma denúncia anônima relatando possível recebimento de propina por parte de um servidor público. No entanto, segundo a pasta, não foi instaurado inquérito policial, uma vez que não foram encontradas evidências suficientes da prática de crime.
Em nota, a Prefeitura do Recife repudiou a conduta, classificando o suposto monitoramento como ilegal e destacando que o uso indevido das forças de segurança representa uma grave violação institucional.
Gustavo Monteiro afirmou estar profundamente abalado com a situação e considerou o episódio um “absurdo”. O secretário não descarta a possibilidade de acionar a Polícia Federal para apuração do caso.
O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco também se manifestou, afirmando que há relatos de profissionais que se sentem pressionados a cumprir ordens consideradas ilegais, mesmo diante do risco de possíveis retaliações.
O caso deve ser analisado pelos órgãos de controle e investigação para esclarecer responsabilidades e eventuais irregularidades na atuação policial. Via Blog Waldiney Passos.

