Para o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), a queda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é que vai unir diferentes interesses para viabilizar uma gestão cooperativa de recuperação do país após a crise, acentuada pela pandemia da Covid-19. A declaração foi feita em entrevista à revista Veja, nessa quinta-feira (2), dando início a uma conversa que tratou de prospecções para 2022 e uma avaliação do governo Bolsonaro. Câmara acredita na não-reeleição do atual mandatário como um objeto comum da oposição, como todos os outros governadores da região Nordeste ou mesmo como João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), que recentemente deram declarações similares.
Um dos pontos principais da conversa é a união do PT e do PSB, que em seu estado, Pernambuco, têm uma longa história de idas e voltas, assim como no cenário nacional. Para o ano que vem, o objetivo seria conseguir unir as siglas para beneficiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva. Paulo Câmara acredita que essas diferenças serão superadas a partir do instante em que todas as forças políticas se conscientizarem de que existe um único adversário a ser batido: Jair Bolsonaro.
O governador pernambucano não se manifestou, de forma pessoal, sobre sua afinidade com Lula, nem sobre acreditar na inocência do ex-presidente, mas se mostrou firme sobre a apuração judicial e não vê problemas em seguir as negociações, considerando que Lula garantiu o próprio direito à elegibilidade.
As informações são do LeiaJá
