Mensagens fragilizam versão sobre delação da JBS

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Joesley Batista, a partner in the JBS company, the world's largest animal protein processor, testifies before the Inquisition Parliamentary Committee investigating JBS's activities, at the National Congress in Brasilia, on November 28, 2017. Joesley and his brother Wesley headed the called 'JBS scandal' when they presented recordings involving Brazilian President Michel Temer, several ministers and lawmakers in cases of corruption. / AFP PHOTO / EVARISTO SA ORG XMIT: ESA1057

Mensagens entregues por ex-procurador ao STF fragilizam versão da PGR sobre delação da JBS.

Folha de S. Paulo – Painel
Por Daniela Lima

Postado por Gilvan Silva;

Mensagens reveladas pelo ex-procurador Marcello Miller ao Supremo colocam em xeque a versão de que a PGR não estava a par da participação dele no caso J&F. Como mostrou o Painel, Miller entregou ao STF informações que foram omitidas de relatório dos investigadores.

No depoimento, o ex-procurador narrou conversa com o então coordenador da Lava Jato na PGR, Sergio Bruno, do dia 10 de abril de 2017, véspera de reunião para tratar de delação e leniência.

Nas mensagens, Miller ressalta que está trabalhando para a JBS, explica que havia feito contato com procuradores americanos e pergunta: “Outra coisa: vocês estão em paz com a perspectiva de eu participar (…) da leniência aqui no Brasil?”.

Nas sombras Bruno pede que Miller o procure no Telegram. Depois, responde: “Quanto à sua participação, vou dar minha opinião —não falo pelo grupo, muito menos pelo [Rodrigo] Janot: acho que ela será muito profícua para chegarmos a um acordo, mas eu, no seu lugar, não apareceria, tentaria atuar nos bastidores”.

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