‘Agora vou quebrar sua cara’: Vereadores brigam em grupo de WhatsApp. (Veja onde)

Os vereadores da cidade de São Paulo Adilson Amadeu (DEM) e Camilo Cristófaro (PSB) protagonizaram uma briga em um grupo de WhatsApp com outros parlamentares na noite de ontem.

Há ameaças de agressão, xingamento e acusações por parte dos políticos, conforme apontam os prints aos quais o UOL obteve acesso e que foram confirmados pelos envolvidos.

Adilson Amadeu afirma que a briga começou porque Cristófaro, primeiro, acusou-o de envolvimento com a feira da madrugada, uma zona de comércio popular tradicional no Brás, na região central de São Paulo. A reportagem questionou Cristófaro, que não respondeu se começou a briga.

Às 19h36, Amadeu escreve que “é bom não guspir [sic] no prato que come, já dizia meu avô”. Cristófaro menciona a mensagem e responde: “Eu não sou sócio da feira da madrugada”.

Com letras maiúsculas, Amadeu rebate: “MENOS. FDP” (abreviação popular de “filho da p*ta”). Na sequência, outras mensagens atribuídas a parlamentares pedem calma aos deputados. “Gente. Vamos para onde? Amai-vos uns aos outros!”, escreveu um dos integrantes.

Às 20h07, Camilo Cristófaro marcou a mensagem “Fdp” e rebateu o parlamentar: “Você é doente. Precisa se tratar. Minha mãe está morta. Tenho caráter. Tenho palavra. Tenho vergonha na cara. Tenho família. Minha mãe está morta”, escreveu o vereador.

Em mensagens posteriores, Camilo voltou a defender sua mãe e prometeu ir a uma delegacia registrar queixa-crime contra Adilson Amadeu.

Às 20h18, ao que parece ser uma tentativa de mudar o assunto, um integrante do grupo pergunta ao vereador Milton Leite (DEM), presidente da Câmara dos Vereadores, qual seria a pauta de votação da semana.

Cristófaro se antecipa e responde: “A pauta é saber o que a mesa diretora desta casa fará com um vereador que chama a mãe morta do outro de puta e todos se calam e se acovardam”. Milton Leite foi procurado, mas não respondeu até agora.

Procurado, o vereador Adilson Amadeu disse que processará Camilo Cristófaro. “Durante a campanha, para tentar ganhar holofotes em cima do meu nome, o parlamentar já havia agredido a honra de minha família”, acusou.

“Eu apenas me defendi dos ataques. Já ele, terá de responder mais uma vez à Justiça. Lamento muito pelos meus colegas que, mais uma vez, tiveram de presenciar mais um episódio tão triste como esse. E agradeço pelas várias demonstrações de solidariedade que recebi por parte deles”, escreveu Amadeu.

Cristófaro, contatado pela reportagem, voltou a insinuar o envolvimento do vereador com a feira. “Pergunta por que ele tomou as dores da feira da madrugada. Quem chamou minha mãe morta de puta foi ele. Eu em momento algum o ofendi. Só que ele tomou as dores dos donos da feira”, escreveu o vereador.

“Eu fui chamado de FDP. Gratuitamente. E ele se doeu por termos citado a picaretagem que é o circuito de compras”, concluiu.

Em 2017, o vereador Adilson Amadeu, então parlamentar do PTB, propôs a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar “danos ao erário público” que seriam causados por irregularidades no contrato de concessão da Prefeitura de São Paulo ao Circuito de Compras, a feira da madrugada. Cristófaro participou das apurações. Blog Afogados Online.

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