Pesquisa para governo do Estado, bom para oposição

Bom para oposição, ruim para Geraldo

Na primeira pesquisa de intenção de voto para governador de Pernambuco em 2022, do Instituto Opinião (PB), postada abaixo, com exclusividade para este blog, algumas constatações naturais, dentre elas uma irrefutável: o pré-candidato das forças governistas, ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), não desponta com o potencial eleitoral que muitos aliados imaginavam. Mais do que isso, é detentor de uma rejeição que, dificilmente, pode ser revertida num curto espaço de tempo.

Para quem ficou na vitrine nos últimos oito anos, prefeito eleito e reeleito da capital, onde está concentrado o maior reduto eleitoral do Estado, largar com menos de 7% é algo muito preocupante. Na verdade, tecnicamente, Geraldo está situado num empate técnico com o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), uma cara ainda desconhecida na área metropolitana, com forte inserção apenas no Sertão, notadamente o Vale do São Francisco, onde tem quase metade das intenções de voto – 48%.

A pesquisa, na verdade, foi boa para as novas caras com sonho majoritário – Raquel Lyra (PSDB), Anderson Ferreira (PL) e Miguel Coelho, respectivamente à frente dos governos de Caruaru, Jaboatão e Petrolina. Bingo para Raquel, que, além de aparecer em segundo lugar num cenário em que seu nome é misturado com todos os eventuais concorrentes, chega a liderar quando o Opinião testa um segundo cenário para governador substituindo Marília Arraes pelo senador Humberto Costa (ambos do PT). Magno Martins.

 

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